O valor está no grafite. Bem viver é desenhar sem borracha!

 
 

 

AUSÊNCIAS...

 


Tive ausência de mim mesma no que mais precisei... ausência naquilo que deixei de ser.
Ausência sem ter convivência com quem se ama não é estar a sós neste amor , é ser ausência da companhia de quem se ama...amando.
São tantas as ausências em que passamos ao longo desta vida. Daquilo que aprendemos, das superações, dos temores, dos amores, anseios e receios e do que nunca chegaremos a ter.
Ausências do desconhecido... do filho que aqui está mas que se foi, do que veio e ficou, daqueles que Deus levou...do amigo, da estima, do vizinho...
Sentimentos que machucam por não se ter o umbilical desvinculado da natureza mãe e todo pássaro filho faz de seu vôo a própria vida deixando vago o ninho e só o respaldo divino para estrutura frágil, forte da saudade resistir com acalento.
Confortável seria se mantido fosse o domínio e decisões sobre vidas dependentes, no embalar da cólica, dor no ouvidinho, fraldas melecadas, papinhas balanceadas...Maravilha de tempo em que era todo nosso o mundo familiar,rodeado de brinquedos e um encantamento que só a inocência infantil é capaz de dar, olhos despidos da malícia, lábios sem conhecer a impureza, feições transparentes de atitudes seguidas do que é simplesmente ser, SER ANGELICAL.
Mas o seqüencial da vivência humana os torna “homens” grandes em compromissos e novas etapas são impostas e com isto acompanhados do materialismo frio onde na selva social está o olhar assustado do bicho homem acuado pela solidão, ferido pela desilusão ,movido por mecanismo, sendo presa fácil ao viver infeliz pelas ausências...DOS VALORES, dos verdadeiros amores.
É para isso absoluto e racional o encontro das verdades de que hereditariedade afetiva é o antídoto eficaz na guerra comportamental humana embrutecida e distorcida ao referencial de unidade familiar mesmo em famílias não enraizadas desde ventre mas então ajustadas conforme caminhar, sendo "ausência" na negligência aos erros.

E refirindo-se ao seio familiar, nem todos carregam o privilégio de terem sabiamente superado os tempos de tribulação e saborearem o brinde “Bodas”....Se tua vida é um desses casos merece meu respeito mas se ao contrário for, se você como eu num passado por “ausência” de valores deste ou do outro lado (ambos) e que todo sonho de serem felizes para todo sempre evaporou, saiba que lembranças fazem parte mas mantenha viva as memórias , aquelas que te acrescentam ao carregar e te ausente de culpas que ferem e olhe para o amanhã cheio de certezas que tua vida está vaga das tristezas e repleta da "ausência" dos dissabores, desamores, de todas as dores.
Porque privilégio maior está em chegar ao tempo este do agora em que fomos progressivamente transformados podendo dizer que apesar de todo erro nesta trajetória que se tornou edificante que não foi por falta de amar mas que amor pleno é o que você conhece hoje.
E se você puder estar vivamente presente aos teus, ame sem medida e se não, mantenha este amor acima das 'AUSÊNCIAS".

 

Sinta:
PAZ em relação ao passado,
Contente com o presente,
Confiante ao futuro.

Porque:
As estrelas e o infinito continuarão no mesmo lugar...incerto.
Seja o suporte dos teus valores,
NÃO SEJA O CABIDE DA TUA VIDA!

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"Educa a criança no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele"(Pv.22.6).

 
 

Deus abençoe!

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