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O valor está no grafite. Bem viver é desenhar sem borracha!

 
 
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Mulheres:O poder feminino na imprensa


A mulher consumidora, a modelo e a mulher na política foram tema da mídia na semana que passou. Três imagens que ajudam a compor um painel da mulher de hoje, ou, mais especificamente, da mulher de classe média hoje.
Em todas as matérias, uma constante: o poder das mulheres. E, na atitude da imprensa, uma novidade: mulheres vistas por um ângulo que não apenas o da futilidade.
Na matéria sobre a mulher consumidora, por exemplo, as características femininas na hora da compra são mostradas com o respeito devido às consumidoras que já são o segmento mais visado pelo comércio:

"O poder aquisitivo da mulher cresceu tremendamente nos últimos anos. Os salários médios, embora ainda menores que os dos homens, também aumentaram consideravelmente. Contribui para isso, sem dúvida, o fato de terem galgado posições de destaque em empresas. Dados recentes mostram que elas já detêm a maioria dos cartões de créditos, 51%... A mulher decide 80% de todas as compras". (O Estado de S.Paulo, 15/6/2008).Ainda são exceção

É realmente uma pena. Mas é bom lembrar que – embora a mídia pareça dar mais destaque aos erros das mulheres do que aos dos homens na política – o fato é que acabamos aceitando que as mulheres são diferentes e por isso mais honestas, o que não é rigorosamente verdade. A verdade é que enquanto não estiverem em igualdade numérica com os homens no poder, enquanto forem exceções nos cargos de mando, as mulheres vão continuar sendo mais visadas.

A julgar pelas matérias, as mulheres já conquistaram poder – e o respeito da mídia – como consumidoras e como incentivadoras dos negócios. Quanto ao poder na política, parece que as mulheres ainda enfrentam sérios problemas. Seria o caso de ser feito um estudo que mostrasse por que os governos liderados por mulheres estão se caracterizando por erros e mais erros. Se não é preconceito da mídia – e nada levar a crer que seja só isso –, é preciso descobrir por que tantos escândalos envolvendo mulheres. Ou elas são despreparadas – o que é difícil acreditar –, ou estão se deixando manipular por seus assessores, os experimentados homens da política. Enquanto não tivermos uma resposta, a mídia vai continuar discutindo o caso dessas políticas, exceções ainda num mundo dominado por homens. E as detentoras do poder vão ter que lembrar que não basta ser honestas. É preciso parecer honestas.

Enquanto as mulheres continuarem sendo notícia pelos erros de seus governos, não se pode acusar a mídia de ênfase exagerada no noticiário. Elas ainda são exceção e, até por isso, são mais notícia. A situação só vai mudar quando houver número igual de governadores e governadoras. Tomara que homens e mulheres no poder trabalhem com tal seriedade e honestidade que a imprensa não lembre que eles existem. E que os leitores fiquem livres, finalmente, das repetitivas matérias sobre corrupção.

 


"O sábio adquire o conhecimento, o ouvinte busca a sabedoria" (Pv: 18-15)

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